O que é um celular analógico? Quais as diferenças para o digital?

O que é um celular analógico? Quais as diferenças para o digital?

Flavio Flavio 18 mar 2020

Dificilmente você encontrará alguém usando um desses aparelhos, mas há alguns anos, eles estavam na mão e no bolso de todo mundo. Eram muito populares, mas foram substituídos pela eficácia dos aparelhos digitais, afinal, você sabe o que é um celular analógico?

Quando os celulares entraram no mercado, todos eram analógicos, não havia tecnologia digital desenvolvida ainda, e os mais populares eram os aparelhos da primeira geração (1G).

Os aparelhos funcionavam no sistema AMPS (Advanced Mobile Phone System), o primeiro sistema a ser desenvolvido e utilizado de maneira comercial. Mas do que se trata esse sistema? Por que ele foi substituído? Confira!

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Celular de Primeira Geração (1G): O que é?

Os aparelhos celulares da primeira geração foram os primeiro a serem desenvolvidos e utilizados para fins de comunicação ativa, de usuário para usuário. Eles surgiram no mercado em meados de 1980; uma novidade total, um pequeno telefone móvel, onde era possível fazer ligações e entrar em contato com quem o usuário desejasse enquanto caminhava. Ninguém nunca tinha visto algo do tipo, por isso rapidamente caiu no gosto popular.

Com ele era possível apenas realizar chamadas para um telefone fixo ou para outro aparelho celular. O sistema implantado (AMPS) trabalhava na frequência de 800MHZ e era padrão em todos os aparelhos da época..

Um celular analógico foi utilizado pela primeira vez em Tóquio, no Japão, no ano de 1979 e posteriormente, em alguns países nórdicos no ano de 1981. Na América do Norte (EUA) o primeiro aparelho com sistema AMPS foi introduzido pela primeira vez em 1983, foi um Motorola DynaTAC 8.000. Rapidamente outros países começaram a adquirir essa nova tecnologia e em 1986, Israel obteve os primeiros exemplares e 1987, a Austrália.

O celular analógico foi o primeiro, e fundamental para a disseminação dos aparelhos móveis, o comércio expandiu demasiadamente e o pequeno telefone celular virou um aparelho comercial de massa, que todo mundo tinha que ter um.

Foi questão de tempo até os pequenos aparelhos tornaram-se digitais. Foi uma evolução muito rápida, em alguns anos, já existia a tecnologia 2G, que passou do AMPS para o TDMA e CDMA, e posteriormente ao famoso GSM.

Por que foram substituídos?

Essa é uma pergunta comum, afinal, se todos tinham e gostavam, por que os aparelhos da primeira geração foram substituídos?

É claro, além da modernização, de novas descobertas e das novas tecnologias que vinham transformando o mundo e o modo como as pessoas se relacionam, os celulares analógicos apresentavam uma série de problemas.

Um exemplo básico é a falta de criptografia, ou seja, o aparelho não possuía segurança alguma, e facilmente podia ser espionado via scanner. Além disso, podia ser clonado, devido à falta de segurança e da própria criptografia. Os dados dos usuários ficavam vulneráveis e com frequência sofriam ataques.

Os celulares analógicos utilizam a frequência FDMA (Frequency Division Multiple Access), ou seja, o sinal é dividido por rádio frequências (FM) e para transmitir e receber dados, é necessário um par de canais; além disso, é um canal estreito, capaz de passar apenas 30 GHZ ao usuário que está utilizando a linha. Então o que acontece?

As ligações, tanto para quem fala, quanto para quem escuta, não são de boa qualidade. Muitas vezes acontece de ficar com zunidos e chiados na chamada.

Então após o primeiro momento de lançamento e contato do público com os aparelhos, as empresas começaram a pesquisar e buscar novas alternativas para resolver esses problemas, e rapidamente resolveram!

O que veio depois?

As novas tecnologias, descobertas e transformações pela qual o mundo todo passava não era por acaso. Estavam fervendo os laboratórios das maiores empresas de telefonia do mundo. O sistema analógico então foi substituído pelo digital, e assim vieram os celulares da Segunda Geração (2G).

Mais modernos, atualizados e com suporte de transmissão de frequência maior, os aparelhos digitais substituíram muito bem os analógicos e ninguém sentiu falta dos pioneiros, que aos poucos foram sumindo do mercado.

O aparelhos digitais da segunda geração (2G) contavam com algumas melhorias, e as principais são:

  • Maior potencial de espectro
  • Maior qualidade nas chamadas (voz mais eficiente)
  • Criptografia, ou seja, mais segurança
  • Codificação da voz digital
  • Mais facilidade na transmissão de dados

Além dessas inovações, os aparelhos 2G utilizavam o TDMA (Time Division Multiple Access), que possui até 6 canais de frequência divididos em tempos distintos, opera na frequência de 800MHz e realiza o controle de possíveis interferências. Esse foi o primeiro sistema digital implantado no Brasil e estima-se que até hoje cerca de 4 milhões de pessoas ainda fazem uso destes aparelhos.

Porém, apesar do sinal ser digital, o canal utilizado ainda era analógico; mas por pouco tempo, logo viriam novos canais, aparelhos e tecnologias, como vieram o CDMA e o GSM.

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O aperfeiçoamento do digital

Depois de utilizado pela primeira vez e com o sucesso de vendas, os sistemas de celulares digitais foram cada vez mais aperfeiçoados.

O GSM (Global System Mobile) foi desenvolvido na Europa e talvez o mais utilizado até hoje. Ele conta com a utilização do cartão SIM, e é capaz de operar nas faixas 850, 900, 1800, até 1900 MHz; além de utilizar combinações dos acessos TDMA e FDMA, com uma largura de banda de 200kHz.

Depois dos aparelhos da segunda geração (2G), ainda vieram o 2,5G com mudanças significativas até entrarmos na era dos aparelhos de terceira geração, o famoso 3G.

O digital avançou e aperfeiçoou as ligações, chamadas e principalmente, o uso das redes móveis, com acesso à internet. A velocidade de acesso aos dados nunca foi tão rápida. É extremamente eficaz e utilitário. O 3G utiliza-se do sistema UMTS (Universal Mobile Telecommunications Service), que baseia-se no IP do usuário.

Ainda vieram outras tecnologias digitais, como o 4G e o 5G que já está em fase de desenvolvimento. Acessar os dados e a internet nunca foi tão rápido.

Até onde vamos evoluir? Será que a tecnologia tem um limite?

Deixe aqui nos comentários o que você acha dessa transformação e continue acompanhando nossas postagens!

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