Quando começou a funcionar o celular no Brasil? Quando foi lançado aqui?

Quando começou a funcionar o celular no Brasil? Quando foi lançado aqui?

Maria Maria 18 mar 2020

Os celulares que hoje fazem parte da nossa vida, um dia não existiram; já pensou como era antes deles chegarem aqui no Brasil? É uma tecnologia nova se formos analisar todo o contexto histórico.

Ele surge em nosso país na década de 90, mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro e desde então, diante de tantas tecnologias e inovações, nunca mais deixou de fazer parte do nosso cotidiano, e hoje em dia estão cada vez mais presentes, cheios de opções, aplicativos, câmeras potentes, redes moveis e conectividades wi-fi.

Há quem ainda viva sem eles, mas a grande maioria das pessoas possui um celular prático, leve e pequeno, que cabe com facilidade no bolso; mas nem sempre foi assim.

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O primeiro aparelho celular a chegar no Brasil era com um preço caro se comparado com as funções que ele disponibilizava aos usuários.

Continue acompanhando este artigo e confira a evolução do celular até ele chegar no Brasil e fazer parte de nossas vidas.

Primeiro celular comercializado no Brasil – Conheça o “Tijolão”

O primeiro celular a ser comercializado aqui no Brasil foi o Motorola PT-550, conhecido popularmente como “tijolão” e não à toa, pois era um aparelho pesado, grande e praticamente impossível de colocar no bolso.

O celular comercializado na década 90 teve seu inicio de vendas na cidade do Rio de Janeiro e posteriormente em São Paulo, poucos tiveram acesso.

Ele não possuía nenhuma especialidade, a não ser fazer ligações fora de casa. Na época era uma novidade, tanto que muitos passaram a ter o aparelho e “ostentar” com ele na orelha enquanto andavam pela rua.

O curioso e o que despertou atenção de todos era a mobilidade que o aparelho dava às pessoas, poder andar na rua e ao mesmo tempo falar com outra pessoa era uma novidades nas principais capitais do país.

“Tijolão” e suas funcionalidades

A novidade do aparelho era que ele tinha uma agenda telefônica para armazenar contatos e conseguia identificar ligações através de um visor com cores verdes e vermelhas, além de mostrar sete números. Tinha também o “flip”, que era uma proteção sobre o teclado, que abria e fechava, até então era uma novidade para a época.

O popular “tijolão” possuía um potencial de ficar 15 horas com bateria em stand-by (mais do que muitos celulares hoje em dia) e ficar até 2 horas em uma única ligação constante.

Ele media cerca de 23 centímetros e pesava nada mais nada menos do que 348 gramas. Dificilmente cabia dentro do bolso, mas era guardado na cintura, em cintos e bolsas.

O aparelho ainda contava com um total de 12 botões, teclas para regular volumes, fazer rediscagem, ligar e desligar as chamadas. Ele era disponível nas colorações cinza e preto.

O valor do “tijolão” era um pouco salgado para as poucas funções que ele disponibilizava, enquanto nos EUA era vendido por cerca de U$3,490 aqui no Brasil inicialmente ele custava de 400 a 600 cruzados, fora o valor de mais 300 para fazer uso da linha telefônica.

O nome original do aparelho era Motorola MicroTAC 9800X e ele havia sido lançado em outras partes do mundo em meados de 1989. Sendo assim, a inovação chegou ao Brasil no começo da década de 90 e provavelmente, você deve conhecer alguém que já teve o famoso “tijolão”.

Mas para ele chegar aqui no Brasil, muitas coisas aconteceram e muita coisa precisou evoluir, conheça a seguir um pouco da história mundial do celular, desde o inicio, até os dias atuais, onde os aparelhos não saem mais das nossas mãos.

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A Evolução dos celulares no Brasil e no Mundo

Não da para falarmos dos celulares sem falarmos do inventor das ondas de frequências, o físico Heinrich Hertz, natural da Alemanha e graças a ele existem a unidade de medida “Hertz”. Foi ele quem transmitiu pela primeira vez códigos através de ondas sonoras em meados de 1890, e graças a essa invenção, em 1914 foi possível realizar a primeira ligação telefônica e utilizar os rádios.

Na década de 1940, os canais passaram a ser utilizados para que as ligações não fossem interceptadas, então assim começou a mudança de canais e ligações privadas. Em seguida, na mesma década, a Bell uma empresa norte-americana, criou um dispositivo denominado de “célula”, que conectava diferentes antenas no mesmo sistema telefônico.

Para ter uma ideia, em 1955, durante a Guerra Fria, a União Soviética já havia desenvolvido o seu celular próprio, que fazia ligações de até 1,5 km. A partir daí, todas as tecnologias utilizadas e desenvolvidas eram aperfeiçoadas para modelar e diminuir o tamanho dos aparelhos.

Em meados de 1957, a Ericsson criou o MTA (Mobile Telephony A), que pesava nada mais nada menos do que 40 kg e era impossível carrega-lo consigo, era necessário um automóvel ou algum outro meio de transporte.

Com a concorrência das empresas telefônicas e as intensas transformações da tecnologia, a Motorola, no ano de 1973 lançou o Motorola Dynatac 8000X e “revolucionou” o mercado de celulares, já que este verdadeiramente era portátil. Ele pesava cerca de 1 kg, tinha cerca de 8 cm de largura e 25 cm de comprimento, sua bateria durava de 20 a 30 minutos. Nada mal para um aparelho que alguns anos antes pesava cerca de 40 kg, não é mesmo?

Celular – Uma intensa evolução

Hoje em dia, os celulares contam com muitas opções, variados tamanhos, múltiplas funcionalidades, acesso a internet imediato, conectividades, tudo o que você possa imaginar, mas é importante sabermos que eles nunca foram assim e estão sempre em constante evolução e transformação. Todo mês, todo ano alguma empresa lança um aparelho inovador, que desbanca seus concorrentes e atrai todos os usuários.

Eles sempre estiveram conosco, mas em diferentes formas e tamanhos. A questão é que no Brasil o primeiro foi o “tijolão”, mas atualmente facilmente podem ser encontrados vários de diferentes marcas, modelos, cores e gostos.

A intensa evolução dos celulares vêm marcando décadas e gerações; a aceleração da tecnologia e a rapidez das empresas telefônicas cada dia nos mostram algo de novo.

Não se esqueça de perguntar aos mais antigos se eles já tiveram ou conheceram alguém que tinha o “tijolão”.

E você? Qual seu aparelho celular? Conte para nós aqui nos comentários abaixo!

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